Captador ativo e passivo: entenda as diferenças e características!

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Captador ativo e passivo: você sabe qual usar? Existe melhor ou pior? Essas são perguntas sem resposta. Melhor do que respondê-las, forneceremos os detalhes que precisa para fazer a sua opção!

Portanto, talvez a melhor pergunta a fazer seja: qual experiência você deseja em termos de captação? Leia as informações deste post e aproveite!

Captador de guitarra: o que é?

Trata-se do componente que capta a vibração das cordas na forma de sinais elétricos que, então, são enviados para o amplificador. Basicamente, é formado por fios de cobre enrolados em volta de imãs, sendo que a quantidade de voltas e a composição dos elementos de cada peça trazem diferentes e variadas opções. Sendo que as duas principais são:

  • single coil ou simples: formado por uma bobina única, produz um som alto, cheio de brilho e limpo;
  • humbucker ou duplo: é composto por duas bobinas ligadas uma a outra que trabalham com polaridade invertida, produzindo uma ação de anulação do sinal que diminui os ruídos e produz um som mais robusto.

Sinais mais fracos ou mais fortes, combinados com pedais de efeitos e amplificadores diferentes, formam uma imensidão de conjuntos possíveis, gerando timbres característicos e possibilidades infinitas.

Captador ativo e passivo: quais as diferenças? 

Mas, então, o que muda entre as opções que temos para a guitarra? A principal característica que os diferencia é que o captador ativo funciona com o uso de uma bateria (pilha), que aumenta a intensidade do sinal enviado ao amplificador. Isso permite o uso de ímãs mais fracos, o que muda a relação magnética que ocorre entre as cordas e o imã.

Afinal, ao mesmo tempo em que capta o sinal, o magnetismo gerado exerce força de atração e retração com a corda, influenciando o tempo que ela continua vibrando (o sustain).

Como o magnetismo é mais fraco no captador ativo, já que a energia gerada pela bateria é usada para aumentar o sinal, essa influência é menor, o que aumenta o sustain. Na prática, isso significa menos ruídos, maior sustentação, menos harmônicos e menor saturação. Ou seja, não há a mesma variação de timbre que ocorre nos captadores passivos quando o volume é aumentado.

É por isso que os captadores ativos são tão usados nos baixos e violões que se aproveitam menos das “imperfeições” da captação passiva. A precisão da captação ativa também é muito utilizada em estilos de rock rápidos e agressivos, como o Trash Metal, pois fornece boa definição para as palhetadas. Guitarristas como Zakk Wylde, James Hetfield e Jim Root são conhecidos por utilizar esse tipo de captação durante a suas carreiras, predominantemente da marca EMG, pioneira nesse mercado.

Guitarra com captação ativa

Contudo, são justamente essas imperfeições da captação passiva que até hoje fazem dela a tecnologia mais amplamente utilizada nos timbres de guitarra nos mais diversos estilos musicais. A maior dinâmica e opções de manipulação do seu som, além de uma forte tradição, a mantém em primeiro lugar nas escolhas de guitarristas consagrados como Slash, Carlos Santana e Brian May.

Guitarra com captação passiva

Por fim, voltamos àquela velha e importante percepção de que o que vale é a identificação do guitarrista com um som específico e sua criatividade para utilizar os diferentes recursos disponíveis!

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