Encordoamento de violão: como escolher o ideal?

Pessoa tocando um violão com cordas de aço
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Se você se preocupa com o captador, a marca, o tipo de madeira, o verniz, mas não liga para o encordoamento do violão, pode estar prejudicando seu som sem saber. Economizar nas cordas definitivamente não é uma boa ideia para nenhum violonista.

Elas fazem toda a diferença na qualidade do seu timbre. Então, se você costuma comprar cordas baratas e não prestar atenção à qualidade e às características técnicas de cada marca e modelo, pode ser por isso que não consegue aquele resultado que tanto procura.

Abaixo, você confere as diferenças entre os principais tipos de corda para violão disponíveis no mercado brasileiro. Continue a leitura e veja detalhes sobre sua confecção e dicas para escolher!

Quais são as diferenças entre cordas 80/20 e Phosphor Bronze?

Mesmo algumas marcas de cordas importadas, como D’Addario, Ernie Ball, Elixir e Martin, apresentam detalhes técnicos complexos na embalagem dos produtos. Ainda que essas especificações estejam em destaque, elas costumam passar despercebidas pelos consumidores.

A atenção maior é normalmente dada à tensão do encordoamento e, por isso, muitas vezes o material com o qual elas são fabricadas e como ele influencia a tocabilidade do instrumento são ignorados.

Cordas 80/20

Encordoamento Ernie Ball 80/20 Bronze

Por mais que o nome comumente utilizado dessas cordas seja Bronze 80/20, esses números fazem referência à proporção entre as substâncias cobre e zinco, respectivamente, na composição de cada corda. Em termos sonoros, a principal característica atribuída a esses encordoamentos é a de possuir um som com bastante brilho.

Cordas Phosphor Bronze

Encordoamento Dunlop Phosphor Bronze

Já as Phosphor Bronze possuem um pouco mais de cobre, representando 92% da composição, 8% de zinco e algumas partículas de fósforo, adicionadas com o intuito de aumentar a durabilidade das cordas.

Por sua vez, encordoamentos Phosphor Bronze são conhecidos por fornecerem um som mais quente. Alguns instrumentistas que gostam de tocar usando os dedos ao invés de palhetas defendem esse tipo de encordoamento, pois, segundo eles, essas cordas reagem melhor nessas situações.

Como escolher o melhor encordoamento?

Via de regra, não há grandes diferenças no preço e nem na qualidade desses dois tipos de corda, desde que você escolha boas marcas (Martin, Ernie Ball, Elixir e D’Addario, que citamos, são ótimas opções). Então, a escolha torna-se uma questão pessoal.

Vale a pena levar em conta o fato de você usar palheta ou os dedos para tocar. No fundo, o som é o resultado das cordas com o seu instrumento e o seu jeito de atacá-las, sendo que cada uma se adapta melhor ao gosto pessoal e à “pegada” do instrumentista. Nossa dica é: experimente!

Tire conclusões a partir do que você ouve enquanto toca com cada tipo de corda. Assim, vai poder criar sua própria identidade musical, que resultará em um timbre próprio e inconfundível!

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