Descubra para que serve e como usar pedais de efeito

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Depois de escolher o tipo de guitarra, contrabaixo ou violão e de amplificador que mais combina com seu estilo, adquirir um pedal de efeito é o próximo passo. Esse equipamento, que pode ser digital ou analógico, conecta-se ao instrumento e altera o som natural produzido por eles. É possível escolher entre inúmeros modelos e marcas e combiná-los até o alcance de um timbre único.

Os pedais podem reproduzir uma enorme gama de efeitos, sendo alguns dos mais comuns o overdrive, chorus, boost, delay e distorção. Os modelos analógicos geralmente produzem apenas um efeito, enquanto os digitais podem apresentar diversas combinações. Por isso, tem-se visto o lançamento cada vez maior de pedaleiras multiefeitos, com várias funções em um mesmo aparelho.

Apresentaremos, a seguir, alguns pedais de efeito que consideramos importantes e suas características, além de formas de utilizá-los. Prossiga na leitura e descubra qual deles dará o timbre que você tanto procura!

Quais são os tipos de pedais de efeito?

O mundo dos pedais é de infinitas possibilidades. Pronto para saber a função de cada um e que possibilidades de timbre eles podem gerar? Então, sem mais demora, vamos a eles!

Overdrive

Pedal Ibanez TS9 Overdrive

Também conhecido apenas como drive ou pedal de ganho, foi criado pela necessidade de simular a saturação gerada pelas válvulas dos amplificadores sobre o som da guitarra sem que fosse preciso tocar sempre em volumes altíssimos. Resultando em uma sonoridade com maior intensidade, os pedais de overdrive entregam entre baixos e médios ganhos.

Chorus

Pedal Fuhrmann Chorus Cycle

O pedal de chorus produz um efeito de duplicação do sinal, alterando levemente o tempo da cópia de som sobreposta criada por ele. Aliando essa característica a uma leve variação de afinação, o resultado obtido é a sensação de enriquecimento e preenchimento dos timbres. Para quem ouve, a impressão é de que dois ou mais instrumentos estão sendo tocados ao mesmo tempo.

Boost

Pedal Fender Engager Boost

Um dos pedais mais simples da lista, o boost está presente em grande parte dos pedalboards de músicos iniciantes e profissionais. Ele gera um aumento de sinal, dando destaque para guitarras com saída mais baixa. Bom para a hora dos solos, alguns modelos possuem ajustes para acentuar médios e agudos. Outros apenas aumentam o som, sem alterá-lo.

Delay

Pedal Joyo D-Seed 2 Delay

Consiste na repetição do som do instrumento, com atrasos variáveis, simulando o efeito de eco. O músico tem a possibilidade de definir o período de reverberação do efeito e o número de vezes que ele vai se repetir. Este pedal é perfeito para quem busca timbres com bastante ambiência e profundidade.

Distorção

Pedal MXR Prime Distortion

Por último, resolvemos falar do preferido dos metaleiros, grunges e amantes do rock mais pesado. O pedal de distorção dá um passo além do overdrive e fornece bastante saturação ao som do instrumento. Com muitas opções no mercado, os efeitos de distorção entregam ganhos de níveis médios a altos.

Wah-Wah

Pedal Wah-Wah Dunlop

Não é possível escrever sobre pedais de efeito e esquecer do wah-wah. Ele é acionado e modulado por um pedal em um formato que suporta a extensão do pé do guitarrista para que, assim, ele possa regular a intensidade do efeito conforme toca.

O nome do pedal ajuda a identificar o efeito que ele produz, que sonoramente é semelhante a “wah”. Porém um dos melhores modos de identificar a sonoridade do efeito é ouvindo a introdução da música Voodoo Child, de Jimi Hendrix, um clássico que se tornou referência, devido a sua introdução e à forma como ele abafa o som no braço da guitarra enquanto usa o pedal.

Flanger

Pedal de Flanger EVH

Esse pedal produz um efeito que transmite a sensação de propagação do som como uma onda e é muito comum em algumas músicas de reggae. Eddie Van Halen também é uma referência de seu uso. O flanger oferece recursos interessantes para várias músicas e objetivos diferentes, podendo ser uma porta para novas inspirações.

Volume

Pedal De Volume Ernie Ball MVP

Esse pedal é construído no mesmo formato do wah-wah e serve para aumentar ou abaixar o volume geral do seu som. Ele é muito utilizado para criar um efeito parecido com o produzido por um arco em um violino, em que o som é emitido gradualmente.

Faça um teste: utilizando o pedal, abaixe totalmente o volume, toque uma nota e o aumente em seguida. Assim terá uma boa ideia do resultado. Aliás, muitos guitarristas usam o próprio botão da guitarra, como o Jeff Beck, para produzir esse efeito. A grande vantagem do pedal é ficar com as mãos livres.

Equalizador

Pedal Equalizador Behringer

O pedal equalizador é muito versátil. Além de permitir que você ajuste os mínimos detalhes do seu timbre, é um grande facilitador para quem tem acesso limitado a equipamentos, pois você aumenta as possibilidades de configuração com um mesmo instrumento ou amplificador. O equalizador permite que você diminua ou acentue graves, médios e agudos ao seu gosto. Alguns guitarristas usam esse pedal para realçar solos, por exemplo.

Oitavador

Pedal Oitavador Mooer

O oitavador dá a impressão de uma segunda voz de guitarra tocada com diferença de uma oitava, ou seja, com ele acionado, o som da guitarra fica mais encorpado, pois o pedal reproduz cada uma das notas tocadas em uma oitava diferente.

Em solos parece haver uma segunda guitarra, enquanto em bases, o som fica com mais corpo, o que o torna uma alternativa para quem gosta de um áudio mais pesado. Jack White é um exemplo de usuário assíduo do oitavador.

Reverb

Pedal de Reverb Tc Electronic

O pedal de reverb foi desenvolvido inicialmente para reproduzir, de modo prático, o efeito que já vinha embutido em alguns amplificadores clássicos por meio de um sistema de molas.

O reverb é um som peculiar, que tem como objetivo principal trazer a sensação de ambiência. Assim, você pode simular a engenharia acústica de uma sala de espetáculos ou de uma igreja em um ambiente qualquer.

Como usar um pedal de efeito?

Os pedais de efeito podem ser posicionados diretamente no chão ou em suportes específicos para eles, chamados pedalboards, que variam de tamanho dependendo da quantidade de equipamentos utilizados. Dispostos próximos à área de circulação do músico, podem ser acionados ou desligados com os pés. A guitarra deve ser ligada na entrada input do pedal e a saída output plugada no amplificador, no mesmo local em que você ligaria o instrumento. É importante lembrar que vários pedais podem ser interligados dentro dessa cadeia de sinal e usados simultaneamente. Depois de tudo pronto, é só testar o áudio e começar a experiência.

Neste artigo, você viu as principais informações para escolher um pedal de efeito (ou até mais!) e diversificar seu estilo. Procure saber também quais os pedais utilizados pelos músicos e bandas que você curte mais para ter inspirações e novas ideias.

Se pintar mais alguma dúvida, não se preocupe, é só entrar em contato que nossa equipe BHGuitar a esclarecerá rapidamente.

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